terça-feira, 9 de junho de 2015

O 'mais pedido' do Brasileiro. Meia dos gols bonitos é alvo de concorrência

A cada rodada do Brasileirão, um gol bonito, uma nova especulação. Essa tem sido a rotina de Renato Cajá. E na mesma medida do surgimento de clubes interessados no meia de 30 anos também cresce as negativas para saída. Prestes a completar sete partidas pela Ponte Preta e vetar transferência para outro clube de Série A, ele se vê alvo de concorrência mas sem futuro definido. 
O contrato com a Ponte Preta vai até o fim deste ano. Pelos gols no começo do Brasileiro, ao todo quatro e algumas 'pinturas', a relação de interessados é longa. Cruzeiro, Corinthians, São Paulo, Flamengo, Grêmio, todos em algum momento foram especulados como destinos prováveis para Cajá. 
 
Mas já saem da relação de imediato os gaúchos e cariocas. Fla e Grêmio jamais mostraram interesse real nele. Apenas tiveram nome ligado ao jogador através de empresários sem autorização dos clubes. 
 
Nesta segunda-feira, o São Paulo tratou de se afastar do negócio. "Não temos interesse e não fizemos proposta", disse o vice de futebol Ataíde Guerreiro.
 
Restando apenas Corinthians e Cruzeiro. E da dupla, quem admite observar o jogador é o atual bicampeão brasileiro. Mas ao falar publicamente dele, o Cruzeiro adota um tom de desinteresse. O meia-atacante da Ponte Preta não é a primeira opção da diretoria. A Raposa cogita desembolsar R$ 3 milhões, referentes à multa rescisória, para tirá-lo do Moisés Lucarelli. Entretanto, o que emperra a negociação, neste momento, é a pedida salarial. O valor de R$ 200 mil mensais é considerado elevado pelo clube.
 
Não será fácil 'dobrar' a Ponte Preta. O time de Campinas se nega a liberar o jogador por negociação. Apenas com pagamento da multa rescisória é que o meia 'dos gols bonitos' será liberado. 
 
"Não recebemos nenhuma proposta oficial por ele. Especulações foram muitas. Mas a Ponte Preta não tem nenhum interesse em liberar o jogador. Ele tem contrato até dezembro e gostaríamos de ficar com ele", disse o gerente de futebol da Ponte, Gustavo Bueno, ao UOL Esporte. "O único acordo que temos é que se surgir alguma proposta do exterior, podemos conversar", completou. 
 
Se Renato Cajá entrar em campo no jogo do próximo domingo, diante do Goiás, terá vetada sua ida para qualquer clube da primeira divisão. "Ele está, inicialmente, pronto para o jogo", afirmou Bueno. 
 
Com isso, a 'corrida' por Renato Cajá pode acabar sem vencedor. Ou ainda com a Ponte Preta, que tem surpreendido no começo do Brasileiro, desbancando também fora de campo os maiores clubes do país.  

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