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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Quem sai ganhando e quem sai perdendo na nova Era Dunga?

Dunga está de volta à seleção brasileira. E, com ele, alguns nomes que assim como o treinador defenderam a CBF entre 2006 e 2010, podem voltar. Outros, que foram à Copa do Mundo de 2014 com Luiz Felipe Scolari, deverão ter mais dificuldade para se encaixar no elenco, mesmo desconsiderando-se a idade.
Não é possível definir qual futebol Dunga tentará praticar logo de início na seleção brasileira, mas o trabalho do treinador na própria seleção entre 2006 e 2010 e no Internacional, em 2013, servem para analisar quais dos últimos envolvidos começam em alta e quais começam com chances reduzidas.
QUEM COMEÇA EM ALTA?
1. Ramires
Mike Ehrmann / AFP


O meia do Chelsea (ING) foi convocado por Dunga quando poucos o creditavam como postulante à seleção, ainda no Cruzeiro. Com o treinador, passou de volante à opção para a meia direita, vaga que disputa até hoje. Tem boas chances de assumir a condição de titular no lugar de Hulk após a troca de comando.

2. Filipe Luis
JAVIER BARBANCHO / REUTERS


Dunga tirou Marcelo da Copa de 2010, viu o titular, do Real Madrid (ESP), causar problemas defensivos ao time de Luiz Felipe Scolari, e agora vê um antigo preferido se transferir para o Chelsea: Filipe Luis foi lateral da seleção de Dunga quando ainda estava no Deportivo La Coruña (ESP), sem convocações. Agora, começa o ciclo como favorito à titularidade.

3. Miranda
REUTERS/Sergio Perez


Outro que jogou com Dunga entre 2006 e 2010 e que não foi à Copa, mesmo sob o comando do treinador. Recebeu as primeiras convocações quando ainda estava no São Paulo. Foi esquecido por Felipão mesmo com apoio de boa parte da crítica, e agora pode competir com David Luiz caso o treinador não sinta segurança no descompromisso tático do companheiro de Thiago Silva.

4. Felipe Melo
AFP PHOTO/BULENT


O volante foi peça fundamental para Dunga na montagem do time da Copa de 2010 e acabou como vilão devido a expulsão no jogo da eliminação, diante da Holanda. Mesmo assim, ainda joga em bom nível, pelo Galatasaray (TUR), é defensivo como gosta o comandante e tem o perfil aguerrido que o treinador tanto deseja.

5. Sandro
Divulgação/Site oficial Tottenham


Não foi à Copa, não tem o perfil de líder de Felipe Melo. Mas é jovem, já mostrou potencial e começou no Internacional antes de ir para o Tottenham (ING). A seleção brasileira de Dunga tinha Gilberto Silva e Felipe Melo, algo muito mais defensivo do que a proposta de Scolari em 2014.

6. Lucas Leiva
Clint Hughes/Getty Images


Também já jogou com Dunga, é mais defensivo do que os volantes de Felipão e atua em alto nível no Liverpool (ING). Tem boas chances de assumir papel como protagonista no meio de campo da seleção brasileira.

QUEM COMEÇA EM BAIXA?
1. Daniel Alves
Terceiro Tempo


Pode perder espaço no Barcelona, não foi bem na Copa de 2014 e agora terá de trabalhar com um técnico que o manteve no banco de Maicon durante quatro anos. Para Dunga, foi mais opção no setor ofensivo do que na lateral direita.

2. Marcelo
DON EMMERT / AFP


Outro titular que não foi titular com Dunga. Ataca demais para os padrões do atual treinador, que chegou a justificar em 2010 que não o chamaria por atuar mais próximo ao meio de campo do Real Madrid do que à zona de defesa. Agora, Filipe Luis é o favorito.

3. Hulk
AFP PHOTO / JOHN MACDOUGALL


Vai competir com o favorito Ramires depois de desapontar como no ataque da Copa de 2014. No Zenit (RUS), sem evoluir, é provável que perca espaço.

4. Paulinho
AP Photo/Scott Heppell


Foi mal na Copa, vai mal no Tottenham e não é o volante de marcação que Dunga costuma gostar. Pelo contrário. Deve perder espaço para opções mais defensivas, como Lucas Leiva, Sandro e até Felipe Melo.

5. Alexandre Pato
Site Oficial/saopaulofc.net


Outro que teve as primeiras oportunidades com Dunga, mas que, no caso, não correspondeu. Apesar de ter caído na seleção no momento em que sofreu uma crise de diferentes lesões, no período em que estava no Milan (ITA), jamais se recuperou. Hoje, tenta achar sua posição ideal. Com Dunga, foi preterido por outras opções e acabou em baixa nos Jogos Olímpicos de 2008, na China.

6. Paulo Henrique Ganso
Mauro Horita/AGIF


Era visto como o grande craque da próxima geração quando ficou fora da Copa de 2010. Mais promissor até do que Neymar. Agora, em fase irregular no São  Paulo, deverá ter problemas para conseguir espaço na seleção. 


terça-feira, 22 de julho de 2014

CBF oficializa volta de Dunga ao comando técnico da Seleção

A Confederação Brasileira de Futebol oficializou na manhã desta terça-feira a contratação de Dunga como técnico da Seleção Brasileira. O anúncio foi feito em conjunto pelo presidente José Maria Marin e o coordenador Gilmar Rinaldi, na nova sede da entidade, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Dunga volta ao comando da equipe nacional quatro anos após a eliminação na Copa do Mundo da África do Sul. A derrota para a Holanda nas quartas de final de 2010, de virada, pôs fim a um ciclo de quatro anos iniciado pelo ex-volante justamente depois da edição anterior do torneio, na qual o Brasil havia caído na mesma fase, para a França, na Alemanha, sob comando de Carlos Alberto Parreira.
Na primeira passagem, o treinador conquistou dois títulos (Copa América de 2007 e Copa das Confederações de 2009), foi vencido pela Argentina na semifinal olímpica de 2008 e garantiu classificação para o Mundial sem sobressaltos, na liderança das Eliminatórias. Ao todo, disputou 60 jogos, com aproveitamento de 76,6% (42 vitórias, 12 empates e seis derrotas).
AFP
Treinador foi apresentado oficialmente pelo presidente da CBF, José Maria Marin, na manhã desta terça-feira
Entre sua demissão (em julho de 2010) e seu retorno, outros dois gaúchos passaram pela Seleção. O primeiro deles, seu substituto, foi Mano Menezes, que encaminhou uma renovação antes de ser demitido em novembro de 2012 e trocado por Luiz Felipe Scolari. Foi Felipão, campeão mundial de 2002, o escolhido para liderar o time na Copa a ser disputada no Brasil.
A campanha do técnico pentacampeão, no entanto, resultou em fracasso. A equipe até passou pelas quartas – o que não ocorria desde seu primeiro trabalho -, mas sofreu o maior vexame em cem anos de história ao ser goleada pela Alemanha por 7 a 1, na semifinal. Na disputa pelo terceiro lugar, outro revés significativo: 3 a 0 para a Holanda. Dias depois, toda a comissão técnica foi dissolvida.
A primeira mudança anunciada pela CBF foi a nomeação do ex-goleiro Gilmar Rinaldi, que atuava até então como empresário de jogadores, como coordenador de seleções, na quinta-feira passada. Rinaldi foi reserva no título mundial de 1994, cuja parte final da campanha teve Dunga como capitão e consequentemente o responsável por erguer o troféu.
Em sua volta à Seleção, Dunga terá quatro compromissos neste segundo semestre. Em 5 e 9 de setembro, o Brasil fará amistosos contra Colômbia e Equador, respectivamente em Miami e Nova Jersey, ambas nos Estados Unidos. Em 11 de outubro, o adversário será a Argentina, em Pequim, na China. Por fim, em 12 de novembro, haverá um duelo com a Turquia, em Istambul. A primeira competição oficial será a Copa América de 2015, no Chile.

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